23/05/2007

...mushrooms?


"The highest purpose is to have no purpose at all. This puts one in accord with nature, in her manner of operation."
John Cage

14 comentários:

rr disse...

"I certainly had no feeling for harmony, and Schoenberg thought that that would make it impossible for me to write music. He said, 'You'll come to a wall you won't be able to get through.' So I said, 'I'll beat my head against that wall.' "

Rini disse...

Não concordo com este citado de Cage. É só um pequeno passo até: "The highest principle is to have no principle at all".
Os resultados desta "filosofia da selva" estão à vista na globalização. "Laissez faire, laissez aller" fica bem num cemitério (isto foi dito num ensaio do coro da Universidade Técnica com Luís Pedro Faro, do you remember, Fernando!?)
"All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing" - Martin Luther King.

Rini disse...

"..esta citação.." em vez de "..este citado.."

Rini disse...

Observando o "Metrónomo" do nosso blogue: depois de 10.000 visitantes nos primeiro quatro meses, agora mais 5.000 num mês e meio. Nada mal!

O diplomata disse...

Então Sr. RINI comporte-se,...

Está sempre a atacar o outro Sr. Mota....

Chamaram-me para acalmar esse conflito que começou com o ..GURU... agora começa a espalhar-se para a comunidade negra e respectivo líder Martin...mais um pouco e estamos no médio oriente com judeus, palestinianos, iranianos e até kashemir vem à baila.

Vá-la façam as pazes, que é para isso que me pagam (...já que falo nisto,..Ó sr. RR é favor começar a pensar em transferir a primeira tranche...o meu NIB é 0035 9890 4536 8789 0981)

paz na terra e nada de discussões (este blog era tão pacífico e agora dá nisto....)

cumprimentos cordiais

un dress disse...

bela seTa*...




*assim chamado em transmontano esse ...cogumelo alaranjado ... :)

rr disse...

Caro O Diplomata,elos

Ao tentar fazer a transeferência bancária lembrei-me que não sabia qual era o valor em causa. Vai ter mesmo de passar cá por casa para lever o chequezinho.

__________________________________

É sabido que o Cage gostava de cultivar cogumelo (setas também em castelhano) mas poucos sabem que ele também os comia e "tomava".

E ao que parece com uma auto prescrição frequente.

Aliás nota-se na música...

Rini Luyks disse...

Caro diplomata,

Veja o meu comentário ao post "John Cage".
Também queria "a paz do Senhor aos homens de boa vontade", só que nem sempre é possível. E esconder a cabeça de avestruz na areia, isto nunca!
Quanto aos judeus e palestinianos: "Hava nagila" (alegremo-nos) e "Inchala" (se Deus quiser) juntos seria bonito.
Os filmes da Kariostami também ajudam. Só Caxemira continua um tapete (de bombas...)

morffina disse...

That would be a purpose in itself, therefore not worth contemplating, which, of couse, would be another purpose in itself, and so on, and so on ...

morffina disse...

... course ...

Carlos a.a. disse...

Stil it,s a Purpose!

António Pires disse...

Caríssimos Rini, Rui e Fernando: Proponho umas tréguas e que - como verdadeira homenagem ao senhor - em vez de discutirem uns com os outros façam 4'33" de Silêncio...

rui rebelo disse...

Caro António Pires,

Não eramos nós a discutir uns com os outros, mas sim um intruso já identificado que se quis divertir e que é sempre bem vindo.

Eu aceito a proposta mas do silêncio mas na minha interpretação a duração da obra é aleatória.

abraço,

rui

Anónimo disse...

John Cage e a “alteração mental” Como poderemos escutar o silêncio? Como tornar sensível o ouvido à música celeste que é o som produzido pelo movimento circular dos astros? Podemos defender que alguns músicos do século XX procuraram dar resposta a esta pergunta, e pensar imediatamente em 4:33’ de John Cage . A identificação do compositor com o pensamento oriental levou-o a adoptar a ideia de que a música é contínua, só se interrompendo quando deixamos de lhe prestar atenção, e de que, portanto, o silêncio “não é acústico”, “é uma alteração mental, um volte-face.” A experiência de uma sala insonorizada, onde esperava ouvir o som do silêncio, revela-lhe que “o silêncio não é a ausência de som, mas a operação involuntária do sistema nervoso e da circulação sanguínea”. Foi esta experiência que esteve na origem de 4:33’, peça onde os sons apresentados são os que rodeiam o ouvinte e onde o desafio é a concentração da atenção no presente, nos sons do mundo, na música cósmica que se oferece e da qual nos encontramos habitualmente distraídos. “A música é sobre uma alteração mental – não sobre compreender, mas sobre estar atento.” 4:33’ é a expressão, kat’exochen, da relação entre a música e o silêncio, mas mais do que isso é uma reflexão sobre o que é ouvir. Na medida em que cria uma intimidade com o momento presente, trata-se de uma obra constitutivamente avessa a gravações (ainda que tenha sido gravada e editada): “O que realmente me agrada nessa peça silenciosa é que ela pode ser tocada em qualquer altura mas só se torna viva quando é tocada. E quando isso acontece, é uma experiência de se estar muito, muito vivo.” Vivificação, intensificação da atenção, um corte com a relação habitual com o tempo – tornar-se todo ouvidos, e escutar. A música de Cage (o silêncio de John Cage) é, ou procura ser, nas suas palavras, “uma música que transporta o ouvinte ao momento em que ele está.”