10/11/2009

Canto de baleias

Uma experiência: ouvir esta "Whale Song" e o "OpusZen" do Rui (post 5 de Novembro) ao mesmo tempo.

Eu acho maravilhoso!

Guitarra Dimelo Tú

Adoro esta canção.
Tem uns desafinanços mas não me apeteceu repetir. Ficou com emoção e verdade que é o mais importante. O Resto é maquilhagem...

09/11/2009

A Máfia por detrás da saúde e da gripe A.

Depoimento arrepiante da Dra. Rauni Kilde, ex-ministra da Saúde da Finlândia.

Sem comentários...

Ver também "O negócio sujo por detrás das gripes", Anacruses, 28 de agosto 2009, http://anacruses.blogspot.com/2009_08_01_archive.html .

05/11/2009

OpusZen

Depois de ter divulgado este som no Facebook e de ter tido feedbacks surpreendentemente bons, resolvi publicar aqui também.
É apenas um esboço, saído de jorro em duas tardes de estúdio e sem misturas nem acabamentos. Mas parece que alguma coisa passa, pois bateu forte a muita gente.
Livre de direitos, é música para se utilizar. E para se ouvir com tempo. Dura meia hora.



Carregando na setinha do lado direito do player pode-se fazer um "download for free"
Enjoy

03/11/2009

"The word FUCK has become the most important word in the English language"





" The problem is that if God is dead, then you lose the most important word in your language and you will need a substitute. God was one end, one extreme, and when one extreme disappears from your mental vision, the necessary and inevitable is that you will fall to the other extreme.

And that's what has happened, Milarepa. Instead of God, `fuck' has become the most important word in our language. Even if Friedrich Nietzsche comes back, he will be surprised and he will try to resurrect somehow the dead God, because this is stupid. But you will need a whole report on it, a whole research.

One of the most interesting words in the English language today is the word `fuck'. It is a magical word. Just by its sound it can describe pain, pleasure, hate and love. In language it falls into many grammatical categories. It can be used as a verb, both transitive, "John fucked Mary," and intransitive, "Mary was fucked by John", and as a noun, "Mary is a fine fuck." It can be used as an adjective, "Mary is fucking beautiful."
As you can see, there are not many words with the versatility of fuck. Besides the sexual meaning, there are also the following uses:
Ignorance: Fucked if I know.
Trouble: I guess I am fucked now!
Fraud: I got fucked at the used car lot.
Aggression: Fuck you!
Displeasure: What the fuck is going on here?
Difficulty: I can't understand this fucking job.
Incompetence: He is a fuck-off.
Suspicion: What the fuck are you doing?
Enjoyment: I had a fucking good time.
Request: Get the fuck out of here.
Hostility: I'm going to knock your fucking head off.
Greeting: How the fuck are you?
Apathy: Who gives a fuck?
Innovation: Get a bigger fucking hammer.
Surprise: Fuck! You scared the shit out of me!
Anxiety: Today is really fucked.
And it is very healthy if every morning you do it as a transcendental meditation just when you get up, first thing, repeat the mantra "fuck you" five times; it clears your throat too! "

Claude Lévi-Strauss (1908 - 2009)



Morreu no fim-de-semana passada o filósofo e antropólogo Claude Lévi-Strauss, um dos grandes pensadores do século XX. Em 1955 ficou conhecido também fora dos círculos académicos pela publicação da sua obra prima "Tristes Tropiques".

01/11/2009

Fernando Mota by fernandomota

Fernando Mota  by  fernandomota

Valse en Si mineur, op. 69 nº 2, Frédéric Chopin (1829)








Valsa que entra como tema final no belíssimo filme "L'amant" de Jean-Jacques Annaud, baseado no livro de Marguerite Duras (na madrugada passada na RTP 2).
Aqui duas interpretações: de Tzvi Erez em piano e de Roland Dyens em guitarra(!).

Dia de Todos os Santos: Maria, a coveira de Merufe



Uma mulher com 68 anos é há cinco décadas a coveira de serviço de Merufe, Monção, uma "arte" que pode estar em vias de extinção, já que, afirma, "todos fogem dela como o diabo foge da cruz".

"As pessoas parece que têm medo dos mortos, não sei. Mesmo os homens têm a mania que são muito corajosos mas pelam-se de medo quando têm que abrir uma cova ou pegar numa ossada. Pois olhe, eu tenho medo é dos vivos, não dos mortos", sentencia a coveira de Merufe.
Maria Cerqueira, localmente conhecida por "Maria Coveira", já perdeu a conta às pessoas que enterrou, desde que, há 55 anos, começou a dar os primeiros passos (as primeiras pazadas!?, R.L.) na actividade, como ajudante do pai.
"Depois do meu pai morrer, fiquei eu sozinha com o serviço de coveira. Os meus filhos ainda me ajudavam um bocado, mas o meu marido, das poucas vezes que me acompanhava, ficava sempre em cima, nunca entrava na cova. Fazia-lhe impressão estar ali dentro, não sei porquê", acrescenta.
Autêntica mulher de armas, a "Maria Coveira" pega na sachola, na pá e numa escada e em meio-dia abre uma cova com a sua altura.
Confessa que já apanhou alguns sustos, não por causa das ossadas que encontrou, mas sim pelos deslizamentos de terras, que por várias vezes a cobriram até à cintura.
Hoje, pode levar até 110 euros pela abertura duma cova. "As pessoas acham muito, mas, se é assim tão bom, por que é que são cada vez menos que pegam nisto?", questiona.
No cemitério, Maria Cerqueira "está por tudo": limpa o recinto, abre covas, desenterra e traslada sepulturas, levanta ossadas. E tem sempre solução para os problemas mais intricados que se lhe deparam.
Numa ocasião, teve que ir desenterrar uma urna a uma freguesia vizinha, já que o coveiro que lá havia "não tinha coragem".
"Eu tenho coragem para tudo, os mortos nunca fizeram mal a ninguém. Os vivos sim, os vivos às vezes são levados do diabo", repete.
A "Maria Coveira" diz que não quer mal a ninguém mas não esconde que, se tiver oportunidade, enterrará com um cuidado especial umas certas pessoas que ainda há pouco tempo foram ao seu quintal e lhe roubaram as espigas do milho e um toldo de plástico "com 20 metros" que as cobria.
"A algumas pessoas, até as enterrava vivas, se pudesse", atira.
Em relatos meio a sério, meio a brincar, Maria Cerqueira garante que continuará a enterrar até que as forças lhe faltam.
"Enquanto for eu a enterrar os outros, é bom sinal. O pior vai ser quando forem outros a enterrarem-me a mim", diz. (VCP, Agência Lusa, 31 de Outubro).

No vídeo RTP a Maria Coveira pede um simples retrato seu na sede da Junta de Freguesia.
Caro leitor, eu acho que ela merece uma estátua!

30/10/2009

Maria da Fonte

Estou a fazer música e direcção musical para um espectáculo sobre o José Estevão e precisei da partitura do Hino da Maria da Fonte composto pelo maestro Angelo Frondoni. Procurei na net e não encontrei por isso decidi transcrever a melodia e fazer uma segunda voz com a colaboração do meu amigo Rini. Assim quando mais alguém procurar já irá encontrar.

26/10/2009

Tentativa de esmiuçamento da Carris



Assunto: "indefinição de critérios", 14-10-2009

Exmo. Senhor Provedor do Cliente da Carris,

1) Nesta tarde de 14 de Outubro 2009 tive uma experiência desagradável quando quis entrar na carreira nº 746 da Carris (na paragem terminal no Marquês de Pombal) que ia começar a sua viagem na direcção Damaia às 15.57 horas (esta especificação para conseguir identificar o motorista que estava de serviço, aliás ele começou o seu serviço nessa hora, vi-o trocar com um colega).
Trabalho como músico na Fundação do Gil em pediatrias nos hospitais de Grande Lisboa e como tal nos transportes públicos tenho sempre comigo uma mala-trolley com pequenos instrumentos para as crianças, tamanho 60x40x25 cm e/ou uma mala de acordeão de 40x40x25 cm. Hoje à tarde eu estava de regresso do Hospital Santa Cruz em Carnaxide, cheguei com a linha nº 13 da Vimeca ao Marquês de Pombal e tencionava seguir viagem a Benfica com a Carris.

Como já faço estas viagens há mais de cinco anos, grande foi o meu espanto quando o motorista da Carris me vedou a entrada com a minha mala-trolley, apontando para uma vinheta na entrada do autocarro.
Esta vinheta já está lá há meses, mas nunca tive qualquer problema com a minha mala, simplesmente porque ela é pequena, não incomoda ninguém.
Ainda por cima: nessa hora o autocarro estava quase vazio (2 passageiros), aliás quando tiver muita bagagem tenho o cuidado de viajar na Carris em horários fora da "hora da ponta".
Infelizmente hoje o meu apelo à razoabilidade só encontrou casmurrice do lado do motorista: "São as regras".

Queria então saber quais são os critérios para transportes de volumes dentro dos autocarros da Carris, isso não pode estar dependente do livre arbítrio dum funcionário vosso com mau humor, parece-me!
Compare este caso por exemplo com a caricata situação dos carrinhos de bebé de tamanho gigante não dobráveis (!!) que entram a qualquer hora (também em hora da ponta!) nos autocarros, ocupando 3 ou 4 lugares de passageiro em pé, com os acompanhantes a reivindicarem os seus "direitos" em voz alta, totalmente ridículo!

2) Outra situação de falta de critérios: o ar condicionado. Estamos num mês de Outubro com temperaturas altas, no domingo passado (11 de Outubro) acima dos 30 graus. Muitos motoristas têm o hábito de pôr o ar condicionado no nível máximo, há autênticas ventanias dentro dos autocarros, nomeadamente os veículos pequenos (as linhas 74 ou 709 à noite, por exemplo), resultado: temperaturas lá dentro de 10-15 graus!
Um passageiro a transpirar que entra num autocarro nestas circunstâncias corre sérios riscos.
A minha amiga encontra-se acamada com 39 graus de febre, depois duma viagem num autocarro da Carris "superclimatizado" no domingo passado: o motorista simplesmente recusou o pedido de baixar o ar condicionado.
Na minha opinião é um comportamento que devia ser punível por lei nesta época de gripe sazonal e gripe A, um comportamento que está a roçar o crime!

Aguardando a sua resposta,

Com os melhores cumprimentos,

Marinus Luyks, músico



Assunto: "indefinição de critérios" (R 3880-09), 26-10-2009

Exmo. Senhor Marinus Luyks,

Recepcionamos e agradecemos o e-mail que nos endereçou.

Considerando o teor do mesmo, informamos que os nossos motoristas/guarda-freios regem-se por Ordem de Serviço interna, onde é referido que transporte de bagagem de maiores dimensões pode ser autorizado, desde que tal não conflitue com os restantes passageiros, nem ponha em causa a segurança da viatura. Também é referido que a referida Ordem de Serviço se aplica mais em relação às carreiras que servem o Aeroporto, o que não é o caso da carreira 746. De qualquer modo, as dimensões por vós referidas encontram-se dentro dos limites determinados pela Ordem de Serviço (dimensões máximas de 55x40x20 centímetros).

Deste modo, o motorista em questão foi advertido quanto à incorrecta interpretação, que deve ter da Ordem de Serviço referida.

A vossa reclamação foi registada no seu cadastro individual, podendo vir a ter efeitos penalizadores na sua avaliação anual de desempenho e outros prémios pecuniários, com impacto directo na progressão na carreira, caso se venham a verificar outras queixas semelhantes.

No que se refere às situações com o ar condicionado, por falta de elementos identificadores, como a data, hora, local e sentido de marcha, não podemos avaliar nenhuma situação em concreto. De qualquer forma, os nossos Clientes, caso se sintam incomodados com a situação, poderão sempre solicitar aos motoristas, que desliguem o sistema (também temos Clientes que reclamam do mesmo ir, por vezes, desligado).


Na expectativa de o termos esclarecido, apresentamos os melhores cumprimentos,

P/ O Provedor do Cliente,

Lígia Querido