
04/08/2008
Matar saudades: Barcelona 1996

01/08/2008
A Vingança

26/07/2008
Revival: Roxy Music

Matei muitas saudades (e incomodei provavelmente a minha vizinha de baixo, colocando o volume do televisor bem alto) hoje de madrugada: entre as 2 e as 4 a RTP transmitiu um concerto live dos Roxy Music em Londres 2001 (trigésimo aniversário da banda) com 20 temas das várias fases do percurso do grupo.
Para mim os primeiros álbuns, editados em 1972 e 1973 foram os melhores: "Roxy Music", "For your pleasure" e sobretudo "Stranded" com "Mother of Pearl" e "A Song for Europe", ainda tenho um songbook dactilografado (capa na imagem) com as letras dos temas destes álbuns, agora deve ser um collector's item.
Aqui acima o vídeo de "Mother of Pearl" na versão do concerto em Londres 2001, letra em: http://www.lyred.com/lyrics/roxy+music/stranded/mother+of+pearl/
"A Song for Europe", para mim um dos melhores temas de sempre dos Roxy Music, pode ser ouvido em http://www.lastfm.pt/music/Roxy+Music/+videos/+1-QcQ9Lq362f8 (não encontrei outra versão, o "vídeo" é horrível e no final vem como bonus uma canção de Edith Piaf!)
Aqui a letra:
Here as I sit at this empty café thinking of you,
I remember all those moments lost in wonder that we'll never find again.
Though the world is my oyster, it's only a shell full of memories.
And here by the Seine, Notre Dame casts a long lonely shadow.
Now only sorrow, no tomorrow, there's no today for us,
nothing is there for us to share than yesterday.
These cities may change but there always remains my obsession.
Through silken waters my gondola glides and the bridge, it sighs.
I remember all those moments lost in wonder that we'll never find again.
There's no more time for us, nothing is there for us to share but yesterday.
Ecce momenta, illa mirabila
quae captabit in aeternum memor.
Modo dolores sunt in dies,
non est reliquum verum tantum,
communicamus perdita.
Tous ces moments perdus dans l'enchantement qui ne reviendront jamais.
Pas d'aujourd'hui pour nous, pour nous il n'y a rien a partager sauf le passé.
Tous ces moments perdus dans l'enchantement qui ne reviendront jamais,
jamais, jamais, jamais, jamais....
Especialmente recomendado a todos aqueles que andam obcecados pela União "à Força" Europeia ratificando Tratados e Tratados e mais Tratados....
24/07/2008
16/07/2008
Ameaça
14/07/2008
Filosofia na Estação de Metro "Parque"

13/07/2008
Agora eu era
Este tempo verbal onde vale tudo foi utilizado por todos nós para sermos o que quiséssemos. E não o poderemos utilizar em adultos para o mesmo fim?
Agradecem-se contributos dos vossos "agora eu era..."
07/07/2008
"Baba O'Riley" - The Who (1971)
Para matar algumas saudades da juventude....
Ideia inovadora foi a transição (no final do tema) do hard rock para ambiente de folk irlandês com aquele solo de violino.
Aqui a versão original em karaoke, pois (infelizmente, ao meu ver) em concertos ao vivo o violino foi substituido pela harmónica de Roger Daltrey ( http://www.youtube.com/watch?v=hKUBTX9kKEo ).
Uma versão que deve agradar ao colega "Tubofone" - Fernando é do "Blue Man Group", http://www.youtube.com/watch?v=Y_Y26JNd3g4, mas aqui custa um bocado ver como o piano é maltratado...
06/07/2008
O Grande Criador em Cangas (Vigo)
04/07/2008
Super Mariza - uma nova Papisa!?

A publicidade à volta do novo álbum "Terra" (título abrangente) da fadista Mariza começa a assumir contornos quase religiosos, para não dizer messiânicos. No suplemento "Ípsilon" do jornal "Público" de 20 de Junho foi tema da capa com grande destaque: sete páginas, quase um metro quadrado de papel em tons de preto, cor-de-púrpura e vermelho com três imagens da cantora em formato A3.
Como estrangeiro não me atrevo a pronunciar-me sobre o fenómeno "Fado" (simplesmente não o compreendo). Não questiono as qualidades vocais da fadista Mariza (mas sempre achei a voz polida e fria, não gosto do "r" muito rolado da "Rrrosa ao peito", gosto mais de vozes quentes como Camané ou Mísia e que tal um fado com uma voz tipo Rufus Wainwright ou, melhor ainda, Tom Waits!?), mas questiono sim o circo mediático à volta da sua presença que parece estar a ultrapassar a sua própria pessoa (ou "persona", como diz o crítico do "Público"). Aparecem frases como: "Sinto-me como um veículo que transporta a cultura, a história e a música de um povo" e "A palavra verdade está presente em tudo o que faço" ("Metro", 16 de Junho) e em consequência: "Deixei de ter vida privada, há pessoas que passam para o segundo plano, à frente está a música, com a projecção global já não há margem para erros" (suplemento "'Ipsilon").
Isto é de arrepiar e tem pouco a ver com a Mariza da Mouraria, parece-me.
Será que o "Gato Fedorento" foi profético no sketch "Super Mariza" do ano passado, a ver em http://www.youtube.com/watch?v=IW5JpH2gkwA !?
(foto: Pedro Elias - "Público")

