02/09/2007

Saber Popular


O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
-quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!

31/08/2007

Nathan Milstein a tocar Bach


Para quem não conhece o violinista fica aqui a sua biografia na wikipedia e um site (julgo oficial)

30/08/2007

Sonata em Si menor de Domenico Scarlatti

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Depois de um comentário de Susana Serrano ao meu post anterior fui visitar o blogue "Suco, Suquinho, Sucodinho" (link já na nossa lista de "Harmonias" aqui ao lado) e encontrei lá um video YouTube da "Sonata em Si menor - Allegro" de Domenico Scarlatti. Ouvi esta obra pela primeira vez no ano passado durante a Festa da Música no CCB (folheto na imagem, clicar para ampliar), interpretada pela pianista Anne Queffélec, e a melodia simplesmente não me saiu da cabeça, adorei, adorei, adorei!
Foi difícil encontrar uma gravação em CD. Para começar há uma confusão de números de catálogo: a obra está registada como K27 (cat. Kirkpatrick), mas também como L449 (cat. Longo).
Afinal encontrei no Porto uma gravação em cravo do meu compatriota Pieter-Jan Belder (triplo CD: Scarlatti - Complete Sonatas - Volume I, Sonatas K1 - 48). Este cravista começou no ano 2000 a tarefa hercúlea de gravar todas as 555 sonatas de Scarlatti para a editora Brilliant Classics (e parece que vai conseguir: acabou de sair o Volume IX, Sonatas K372 - 427....).
Mesmo assim, não fiquei inteiramente satisfeito: esta versão da sonata K27 em cravo tem a duração de quase quatro minutos, não muito "Allegro"....
No video do YouTube acima referido o virtuoso pianista Arturo Benedetti Michelangeli toca a obra em dois minutos e meio, fantástico! Obrigado, Susana!

28/08/2007

Maré de Agosto - Ilha de Santa Maria




















Quarta viagem (desde Junho) aos Açores para participar com a Kumpania Algazarra no Festival "Maré de Agosto" (Praia Formosa - Ilha de Santa Maria). Um evento cultural único nesta ilha mais pequena do arquipélago, 4 dias de música, exposições, workshop de percussão, passeio pedestre e animação de rua.

A Kumpania tocou na última noite no Palco Castelo, montado nas ruinas do Forte São João Batista. O nosso concerto começou às três e acabou às cinco de manhã, nada especial neste Festival (na noite anterior a banda de Yuri Daniel começou a tocar depois das três e meia, pois no outro palco o velho rockeiro Rui Veloso estava muito inspirado....). Noite de luar, o bater das ondas do mar e um público generoso a celebrar a música connosco.
Antes ainda vi bons concertos do virtuoso percussionista venezolano Luisito Quintero e a sua banda e do New York Ska-Jazz Ensemble.
Alguns faits divers:
- A viagem de meia hora entre as ilhas São Miguel e Santa Maria é feita num avião bimotor. Os propulsores com seis pás fazem um barulho infernal e sobretudo irregular, bastante assustador para passageiros habituados às sonoridades suaves do Airbus Lisboa - Ponta Delgada.
O bimotor também é estreito e o destino colocou-me num lugar ao lado de uma senhora muito "forte", um pequeno problema na altura de ligar o cinto de segurança: inevitável o contacto com uma espessa camada de celulite.
Durante a viagem ela estava, aparentemente descontraida, a folhear uma revista, mas logo depois da aterragem largou das profundezas do corpo um suspiro:"Glória a Jesus!"
- Vantagens da concorrência: na berma da estrada para o Festival uma fila de carrinhos de hot dogs a preços baixos. Escolhi uma vendedora que tinha uma cara honesta. "É com tudo?", perguntou ela, olhar tipo: "Tens a certeza que vais comer esta porcaria?" Era mesmo honesta, mas eu precisava de uma desculpa para depois tirar da boca o horrível sabor do hot dog com mais umas imperiais. Coisas de festivais....
- "Para o teu blogue", disse a nossa produtora Marta. Durante o nosso concerto no meio de muito público ela "perdeu" os óculos. Pediu ajuda, montes de gente à procura dos óculos.... mas afinal ela tinha os bem assentes no nariz.
Provérbio holandês: "O camponês anda à procura do seu burro, sentado nele".
Também podemos pensar numa versão "ao contrário" do ditado: "O rei vai nu".
Engraçado, hein!?
Próxima digressão da Kumpania Algazarra: sexta feira dia 31 Fundão - Festival ViveDonas, sábado dia 1 Paredes - Festival Encontrartes, domingo dia 2 Póvoa de Varzim - Festival Músicas do Mar, sábado dia 8 Amora, Seixal - Festa do Avante, Pavilhão Mulheres, 18 h.

Alabad, o arqueiro


Hoje ofereci um livro a uma amiga minha. Chama-se Zen e a Arte do Tiro com Arco. (O livro, quero eu dizer.) Dele falarei num outro post. Ao procurar por um marcador de livros para incluir na oferta deparei com um da peça O Relato de Alabad, texto do meu amigo Nuno Pino Custódio, levado à cena pelo Teatro Meridional em 2002, com música deste vosso. Contava a história de um oleiro muçulmano obrigado a tornar-se em arqueiro pela invasão de Lisboa por D. Afonso Henriques, o nosso rei. Isso mesmo, a história da nossa conquista vista pelos olhos do OUTRO. Tão actual então como antes e agora. Aqui fica o excerto incluído no marcador de livros:

"É maravilhoso o que as pessoas podem enxergar quando gostam muito daquilo que vêem. Não cumprem apenas o sentido da vista: fica na terra o que se vê, eleva-se aos céus o que se não vê. E a isto, por vezes, chamamos-lhe poesia."

Nuno Pino Custódio

O fenómeno duas luas

Pelos vistos nem toda a gente sabe que Marte nunca poderá ser visto da Terra num tamanho parecido com o que observamos a Lua.

Nesta história o que eu acho intrigante é o facto de tamanhos boatos ganharem o peso que ganham e pergunto-me qual poderá ser o benefício da tamanha difusão de uma informação falsa.

O mais incrível é que acredito que não existe nenhum propósito, apenas o facto das pessoas gostarem de acreditar numa notícia fantástica, ainda que falsa.

25/08/2007

TeatroAgosto

Hoje à noite "O Grande Criador" no Fundão. http://www.teatroagosto.com
Se chover é no teatro se não é ao ar livre. Temos as luzes e o som preparados em dois espaços. É só escolher.


Fica aqui uma foto de Basauri em que parámos a cena para posar para o fotógrafo. É o chamado piscar de olho assumido.

24/08/2007

O Enigma...




No "Pink Floyd Back Catalog" (post anterior do Rui) não reconheci logo a segunda imagem. Afinal é a capa da reedição em CD (1996) do álbum "Relics", o LP original (1971) tinha na capa um desenho de Nick Mason.

Memórias


Há músicas que se ouvem apenas com as emoções das memórias.
E é incrível como há imagens que despertam a memória das emoções dessas músicas e de um tempo em que uma dúzia de anos era toda a existência.

23/08/2007

Tavira II


No meu post de ontem o "Blogger" fez um estranho arranjo espacial das duas fotos, mas por causa da reacção rápida do colega Rui eu já não consegui mudar nada (pelo menos não sabia como...) sem apagar os comentários dele, o que seria uma pena.
A ideia era um "zoom-in" ("ah ah, agora ele tem a mania de perceber alguma coisa de fotografia, ou pior ainda: de cinema, ah ah!").
Quem disse isso? Cala-te!
A ideia então era um efeito de "zoom-in": ver a foto à esquerda, clicar na foto à esquerda, ver a foto à direita, clicar na foto à direita.
Se calhar, Rui, descobres assim onde está escondido o acordeão!?

22/08/2007

dedica-te à pesca


1000 anzóis demoram cerca de 6 horas a serem armados por uma pessoa.

Partem às 2, 3 da manhã.

Lançam as artes, outras.

Ao raiar dos primeiros raios puxam-nas. Com motor. Ou não. À mão.

Contou-me um pescador. De mãos imensas gretadas.

Tavira

(Soundcheck da secção rítmica da Kumpania Algazarra, na foto à esquerda: visto da Praça da República, na foto de cima: visto do outro lado da Ponte Medieval sobre o Rio Gilão. Imagens tiradas pelo quarto elemento da secção, o acordeonista, ausentando-se este temporariamente dos preparativos para o concerto....
Adivinha: onde está o acordeão na foto à esquerda!?).
Um fim de semana prolongado com mais três concertos da Kumpania Algazarra: dois de banda móvel em Famalicão da Serra e na Fábrica de Pólvora (Barcarena) e o último de palco, ontem à noite em Tavira.
A viagem de ida começou muito bem com um almoço espectacular em Setúbal, um rodízio de peixe quase interminável, proposto pelo nosso clarinetista ("É só aviar!", disse o Luís) e por um preço inacreditável (quem quer saber onde!?).
Os preparativos em Tavira decorreram em ritmo de Verão, mas quem não se atrasou foi o público. Depois do jantar iamos calmamente em direcção dos camarins... e apanhámos um pequeno susto: centenas de pessoas nas bancadas da Praça da República, todos já à espera da nossa música.
Compensámos o atraso "inevitável" com um concerto que durou quase duas horas, com muito calor humano, danças exóticas espontâneas no meio do público e no fim até algum assédio feminino a sério a um dos nossos músicos (não, o alvo não fui eu...)