11/04/2007

Madrugada VanGoghniana


porque la noche es tan larga
guitarra dimelo tú.

09/04/2007

Calendário Maia


Estudos recentes sobre a radiação solar, fizeram com que a comunidade científica se voltasse novamente a interessar pela forma como os Mais dividiam o seu calendário.

08/04/2007

Boa tarde, gente do teatro...

Espero que me perdoem a pretensão, mas gostava de partilhar com vocês o texto que escrevi para ser lido na cerimónia dos prémios da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, que me distinguiram este ano com uma Menção Honrosa pelo meu trabalho musical no espectáculo Por Detrás dos Montes do Teatro Meridional.
Infelizmente não pude comparecer na cerimónia mas a actriz Carla Maciel fez a gentileza de ler este curto agradecimento.
Deixá-lo aqui é mais uma forma de voltar a agradecer a todos quantos colaboraram nesta produção, que ainda continua em digressão até à primeira semana de Maio onde terminará a sua carreira no T.N. S. João, no Porto.
Aqui fica...
(Lisboa, 26 de Março de 2007)
Boa tarde, gente do teatro.

Na altura em que este texto estiver a ser lido, eu devo estar de cócoras num palco em Loulé, a enrolar cabos por baixo dos meus bombos ou a afinar as cordas da tábua de engomar de madeira a que chamo de Tabula Rasa. Lamento pois a minha ausência aí no Jardim de Inverno.

Tem sido uma viagem muito feliz, o percurso deste Por Detrás dos Montes, desde a sua concepção até à presente digressão, passando pela estreia em Bragança e pela temporada em Lisboa.

Quero agradecer antes de mais à Associação Portuguesa de Críticos de Teatro por esta distinção que muito me honra. Fazer música para teatro tem sido a minha principal actividade nos últimos doze anos e é aqui que tenho encontrado os espaços criativos mais estimulantes.

Tenho tido a sorte de trabalhar com criadores cuja concepção de teatro passa por muito mais do que levar a cena textos ditos por pessoas. Artistas que consideram todas as áreas criativas passíveis de gerar discursos cénicos intervenientes e interpenetráveis. Quero acreditar, portanto, que esta menção honrosa é também sintomática da noção de que o teatro é, ou pode ser, muito mais que literatura encenada. De que o teatro não existe. De que o teatro é tudo e todas as formas de arte unidas numa só. Uma arte global feita de encontros e partilhas.

Agradeço por isso ao Miguel Seabra. Por fazer o teatro que faz e por me deixar fazer parte dele.

Quero deixar um agradecimento especial aos seis actores que partilham comigo o palco. Um dos melhores elencos com que tenho trabalhado, técnica, criativa e humanamente. A quase totalidade da música deste espectáculo foi criada em cena, com eles, ao longo de várias semanas de improvisações nas quais gerámos o material que deu forma a Por Detrás dos Montes. E só no ambiente de generosidade, humildade e entrega que proporcionaram se pode alcançar a segurança para correr riscos, a noção de que podemos falhar e a certeza de que se não fosse assim, não valeria a pena. É esse espaço de fragilidade partilhada que me interessa nas artes cénicas. É nessa fina linha entre o falhanço e o sucesso que crescemos enquanto criadores e seres pensantes e sensíveis.

Quero também agradecer a toda a equipa criativa, técnica e de produção do Teatro Meridional, gente solar e implicada, e em especial a Marta Carreiras, cenógrafa e figurinista, que vê a minha música tanto quanto eu ouço as suas imagens.

Para todos eles vai também esta Menção Honrosa.

Muito obrigado e até sempre,
Fernando Mota

07/04/2007

Atahualpa Yupanqui cantado por Mercedes Sosa


"Guitarra Dimelo Tú"
de Atahualpa Yupanqui

Si yo le pregunto al mundo
el mundo me ha de engañar (bis)
Cada cual cree que no cambia
y que cambian los demas

Estribillo:
Y paso las madrugadas
buscando un rayo de luz
porque la noche es tan larga
guitarra dimelo tú.

Se vuelve cruda mentira
lo que fue tierna verdad (bis)
y hasta la tierra fecunda
se convierte en arenal.

estribillo

Los hombres son dioses muertos
de un templo ya derrumbado (bis)
ni sus sueños se salvaron
sólo una sombra que va.

estribillo

Visitante nº 10.000


Na última meia hora de ontem, Sexta Feira Santa 2007, este blogue recebeu o visitante nº 10.000 e tudo indica que foi o próprio "blog administrator" Rui que ligou às 23.32 ou 23.33 horas (TV-Cabo-Lisboa)!? Isto não seria uma grande surpresa, pois até agora é ele que tem fornecido mais conteúdos ao blogue.
Dos "verdadeiros" visitantes houve uma ligação de Arruda dos Vinhos às 23.38 h, de Évora às 23.46 h e de Leiria às 1.12 h, já de hoje. Este último merece destaque, pois deixou um comentário (com perfil) ao post sobre o cartaz do Gato Fedorento. Digamos então que o "grande vencedor do concurso nº 10.000" foi o Zé Lérias de Marinha Grande, guarda-nocturno, idade 79 anos. Ele escolheu como lema "About me": "Não sou tão bom como me dizem, nem tão mau como me pensam". Certíssimo!
Até já tive o prazer de disputar um (início de) jogo de xadrez com ele, aqui no blogue. Seja sempre bem-vindo, caro Zé!

05/04/2007

Mais Imigração!


Passei hoje no Marquês e deparei-me com este cartaz em resposta ao do PNR. Ainda não tinha lido o "Público", pois é notícia de primeira página.
É dar demasiada importância a um partido que não tem nenhuma e ainda oferecer-lhe mais publicidade.

Uma Páscoa diferente!?


Métodos de Composição Wagnerianos


03/04/2007

02/04/2007

Shiiiu


Era Mentira

O Post anterior não era o nº 100 mas sim o 98.
Desculpa Rini, não foi de propósito...

01/04/2007

Nº 100


O colega Rui convidou-me para escrever o Post nº 100 deste blogue e tal como no Post nº 50 (do dia 7 de Fevereiro) não consigo evitar um assunto escatológico.
É que na minha terra, a Holanda, a frase "Ik moet naar nummer 100" ("Tenho que ir ao nº 100") quer dizer: "Tenho que ir à casa de banho". Generalizou-se a utilização da abreviatura inglesa "W.C." (water closet), mas cada língua tem vários nomes em calão para este espaço na nossa casa. Na "Wikipédia", versão em holandês, contei uns 25, como por exemplo: "plee", "gemak", "privaat", "kakdoos", "schijthuis" (na minha província esta última palavra também é usada para caracterizar uma pessoa medricas ou piegas), na versão em português o assunto não é abordado, não sei porquê.
Parece que a ideia para a casa de banho moderna nasceu em Inglaterra. Em 1596, depois de uma mal sucedida carreira como poeta, John Harington, um cortesão da Rainha Isabel I da Inglaterra, fez os primeiros esboços para uma sanita, no século 18 o canalizador George Jennings aperfeiçoou os mecanismos e em 1775 um certo Alexander Cumming pediu patente para um tipo de autoclismo.