19/07/2012

Espectáculo de Honra 2013 do Festival de Almada

O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão

(Miguel Seabra e Rui Rebelo)

16/07/2012

"O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão" estreia no Festival de Almada

Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu. No ano em que o Teatro Meridional comemora 20 anos de existência e numa altura em que o contexto social e político promove a insegurança, contamos uma história em que a simplicidade e a dimensão afectiva são o esteio da representação: o “encontro” de um homem com outro homem que aconteceu no tempo de uma vida. Se cada um de nós olhar para trás na sua vida, perceberá certamente que existiu, existiram e/ou existem figuras tutelares que determinam as pessoas que hoje somos. E, porque tantas vezes nos cruzamos com elas sem lhes devolver o seu significado profundo ou as deixamos partir sem lhes dizer a importância que tiveram, este é um texto sobre a escolha de caminhos e a importância da amizade.
Teatro Meridional

Eric-Emmanuel Schmitt é um dos dramaturgos de língua francesa mais lidos e representados no Mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países. Continua a escrever imparavelmente – muitas vezes ao ritmo de uma peça ou mais por ano. Em 2000 recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.

Intérpretes Miguel Seabra, Rui Rebelo
Tradução Carlos Correia M. Oliveira
Espaço cénico Marta Carreiras, Miguel Seabra
Figurinos Marta Carreiras
Música original e sonoplastia Rui Rebelo
Desenho de luz Miguel Seabra
Montagem Marco Fonseca, Nuno Figueira
Operação de luz e som Nuno Figueira
Produção executiva Natália Alves
Direcção de produção Maria Folque
Direcção artística do Teatro Meridional Miguel Seabra, Natália Luiza

28/05/2012

Há 15 anos...


(clicar para ampliar...um pouco)

17/05/2012

Festa dos Contos 2012 - Montemor-o-Novo



18 e 19 de Maio, começa já amanhã!

Mais info:
http://festadoscontos.blogspot.pt/

Passagem pela Primavera Global




O que quis dizer com o seguinte comentário a um dos posts no Facebook group “Primavera Global”  é que para mim as manifs em todas as suas aparências, sendo necessárias, não são suficientes como protesto, pois não põem em causa o Sistema que provoca todos os males, são absorvidas pelo próprio Sistema, não são uma ameaça para a “democracia totalitária”, uma temática já abordada em 1964 pelo filósofo Herbert Marcuse em “One Dimensional Man” e outros textos.
Defendo a Desobediência Civil, a não-colaboração não-violenta em todas as suas possíveis vertentes, uma prática já defendida há séculos (Étienne de La Boétie – séc. 16, Henry David Thoreau e Tolstoi - séc. 19), até aos nossos dias Gandhi, Martin Luther King, Dalai Lama…

Passagem pela Primavera Global

No domingo à noite passei pelo Parque Eduardo VII / acampamento Primavera Global com o meu acordeão nas costas, ambiente de tertúlia/debate, cozinha vegetariana, uma “árvore dos pecados”, um espaço Gandabaile, onde não toquei porque estava cansado após uma actuação (tipo ensaio) de uma hora e meia com um clarinetista, precário também, na Rua do Carmo, actualmente um local de trabalho ao fim de tarde/noite quando não há outro ou seja: frequentemente.
Rendimento no chapéu: 12 euros e 43 cêntimos, a dividir por dois, costuma ser um pouco melhor...

Outras entradas no diário precário deste mês de Maio:
- malabarismos contabilísticos cinzentos para tentar salvar dois espectáculos para duas Câmaras Municipais a exigir Declarações de Não-Dívida, agora não só às Finanças mas também à Segurança Social (novo para mim), uma complicação, porque desde 1 de Janeiro 2011 a minha relação com os Serviços da Segurança Social é de Desobediência Civil Assumida http://anacruses.blogspot.pt/2011/03/war-zone-ii.html , texto que enviei aos referidos Serviços com acusação de recepção pelos mesmos;
- interrupção pela polícia no dia 1 de Maio às 17h00, após queixa anónima de vizinhos, dum ensaio caseiro (não há dinheiro para ensaiar em estúdio) do Tchekhov Trio (composição do trio: 1 contrabaixo, 1 clarinete, 1 acordeão, não amplificados) a preparar a estreia no Adufe Bar no sábado passado (próximo espectáculo em Junho na Casa Conveniente, a anunciar em breve); ameaça de multa de 150 euros em caso de recidiva;
- interrupção pela Polícia Municipal da minha actuação na Rua do Carmo, dia 3 de Maio às 21h30, após queixa anónima. Fui abordado por dois polícias, montados em Segway human transporters “sempre em pé” (crisis? what crisis?), um deles, um extra-terrestre preto com capacete branco perguntou-me: “Where do you come from?” Tentação de responder: “I’m from Mars. And you, where do you come from?”; ameaça de multa 150 euros em caso de recidiva.
Um músico de rua em Lisboa deve pagar à Câmara uma taxa de 350 euros, chamada pelo funcionário de serviço: “taxa de desincentivo” (que não haja dúvida), mais uma taxa de aluguer de um metro quadrado de rua (ouvi dizer), também de várias centenas de euros.
Comparação: Há cidades (Londres, Sydney) onde a Câmara PAGA músicos para tocar na rua (ouviu, Exmo. Sr. António Costa!?).




07/05/2012

O Macro e o micro


The Universe made possible by Number Sleuth

14/04/2012

Centenário de Robert Doisneau (1912 - 1994)



O fotógrafo Robert Doisneau nasceu há cem anos.
Aqui a sua imagem mais famosa: "O beijo do Hotel de Ville" (1950)

"As maravilhas da vida cotidiana são tão emocionantes. Nenhum director de filmes pode organizar o inesperado que você encontra na rua" - Robert Doisneau

http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Doisneau

07/04/2012

"Pour un flirt" - Michel Delpech (1971)



Quando andávamos todos com calças à boca de sino...la la la la la la...pois é...

26/03/2012

A Morte de Danton no D. Maria, até 22 de Abril


























A MORTE DE DANTON de Georg Büchner
Tradução Maria Adélia e Jorge Silva Melo
Com Miguel Borges, Pedro Gil, Sylvie Rocha, João Meireles, Maria João Pinho, Rita Brütt, Afonso Lagarto, Alexandra Viveiros, Américo Silva, António Simão, Elmano Sancho, Estêvão Antunes, Gustavo Vargas, Hugo Samora, Joana Barros, João Delgado, João de Brito, José Neves, Luís Moreira, Marco Trindade, Mafalda Jara, Mirró Pereira, Nuno Bernardo, Nuno Pardal, Pedro Luzindro, Pedro Mendes, Tiago Matias, Tiago Nogueira, Ricardo Neves-Neves, Rúben Gomes, Rui Rebelo, Vânia Rodrigues e estagiários da ESTC (Bernardo Nabais, Damião Vieira, Daniel Viana, Diogo Tormenta, Filipe Velez, Isac Graça, Ivo Silva, João Pedro Mamede, João Ventura, Pedro Loureiro, Rafael Gomes, Ricardo Teixeira) Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Direcção Musical Rui Rebelo Assistência Leonor Cabral Encenação Jorge Silva Melo Em Co-Produção com o Teatro Nacional D. Maria II /Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura/ Artistas Unidos

No Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) 2 e 3 de Março de 2012
No Teatro Nacional D. Maria II (Sala Garrett) de 15 de Março 22 de Abril de 2012

Danton Sabemos tão pouco um do outro. Somos elefantes de pele grossa, estendemos as mãos, mas é uma perca de tempo, roçamos só os nossos couros um contra o outro - estamos muito sós.
Georg Büchner, A Morte de Danton

Pretender fazer A Morte de Danton, o enigmático texto de Georg Büchner é desejo profundo de quem começou a dirigir espectáculos nos velhos anos 70 daquele outro século, sanguinário também. Porque é na Morte de Danton que se lançam todas as questões do teatro que depois nos viria a interessar, é nela que a herança de Shakespeare é ultrapassada e o seu sopro histórico absorvido. Peça desequilibrada, insólita, premonitória, desarrumada, desalinhada - em que às cenas de multidão se sucedem as insónias mais íntimas, em que a História é vista como um pesadelo nocturno, peça de um negro pessimismo, é a peça sangrenta de um rapaz fixando a morte. E a mim sempre me interessaram os escritos de juventude. Do jovem Brecht à jovem Sarah Kane, do jovem Harrower ao jovem Fosse ou ao José Maria Vieira Mendes - tenho-me encontrado sistematicamente entre aqueles que afinam ainda a voz, que ainda não encontraram o equilíbrio formal, que ainda sangram. E A Morte de Danton é esse texto: as convulsões da História vistas por um rapaz perplexo, aflito, inseguro, perante a morte.
Jorge Silva Melo

A peça segue o destino de George Danton, poderoso orador e líder das forças antimonárquicas pós-revolucionárias, que se volta contra o poder exercido pelos seus correligionários (nomeadamente Robespierre) e tenta parar as medidas que trazem tanto sofrimento ao povo. Robespierre manda prendê-lo e usa o Tribunal para condenar Danton e toda a oposição à morte, consolidar o seu poder e chacinar inúmeros milhares de homens, mulheres e crianças. Mas, “em vez de um drama, em vez de uma acção que se desenrola, se intensifica e enfraquece, A Morte de Danton segue os últimos sobressaltos e os últimos estertores que precedem a morte”, escreveu Karl Kutzov, mal leu o texto que Büchner, lhe enviou. O sofrimento e a morte ocupam um lugar preponderante no drama: a morte seria uma “doença que faz perder a memória” , ela é “a encantadora senhora Putrefacção” “o grande manto sob o qual todos os corações deixam de bater e todos os olhos se fecham”; uma realidade obcecante, que as pessoas desafiam e temem. Sofrer é um pensamento insuportável: “Não receio a morte, mas a dor, ela é o único pecado, e o sofrimento é o único vício”.
Jean-Louis Besson, Le thèâtre de Georg Büchner

Büchner, apaixonadamente humano, politicamente rebelde, manifestando-se com impaciência, queria claramente que a forma da sua peça se ajustasse às suas visões radicais das personagens, da política e da história. A Morte de Danton é a primeira peça a começar depois do seu clímax. O destino do protagonista já está mais que decidido antes de a peça começar. A peça poderia igualmente chamar-se Danton a Morrer. A peça ainda nem tem um minuto e já nós estamos completamente imersos nela. Ao longo da peça, cenas longas e curtas, activas e introspectivas quase se atropelam umas às outras. A ideia da fusão de cenas através de mudanças de luzes, algo muito familiar ao teatro de hoje - e, claro, ao cinema - era rudimentar num teatro que ainda não tinha, nem tinha sequer concebido, a iluminação eléctrica.
Stanley Kauffmann, Büchner: A Revelation

12/03/2012

Amina Alaoui - Lamento de Tristan



No CCB, quarta-feira dia 14 às 21h00.

"Depois de colaborar num registo com Jon Balke, Arco Iris marca a estreia de Amina Alaoui no catálogo da ECM com um projeto próprio. Cantora versátil e de influências diversas, Alaoui, que nasceu em Fez, explora as relações entre o flamenco, o fado e a música do Magrebe e do al-Andalus. É uma música quente e exótica, cujas sonoridades nos soam estranhamente familiares."

Amina Alaoui voz, daf
Saïfallah Ben Abderrazak violino
Sofiane Negra oud
José Luis Montón guitarra flamenca
Eduardo Miranda bandolim
Idriss Agnel percussão, guitarra elétrica

10/03/2012

"Whiter Shade of Pale" - Procol Harum (1967 & 2006)



Quase 40 anos separam as duas versões do "top-hit" dos Procol Harum, segundo a Wikipedia a música mais tocada no Reino Unido nos últimos 75 anos, com mais de 1000 versões "cover" Espantoso o vocalista Gary Brooker, quem não gostaria de conservar a voz assim?


"We skipped the light fandango
turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kinda seasick
but the crowd called out for more
The room was humming harder
as the ceiling flew away
When we called out for another drink
the waiter brought a tray

And so it was that later
as the miller told his tale
that her face, at first just ghostly,
turned a whiter shade of pale

She said, 'There is no reason
and the truth is plain to see.'
But I wandered through my playing cards
and would not let her be
one of sixteen vestal virgins
who were leaving for the coast
and although my eyes were open
they might have just as well've been closed

And so it was that later
as the miller told his tale
that her face, at first just ghostly,
turned a whiter shade of pale."

09/03/2012

Livraria Portugal (1941 - 2012)



A Livraria Portugal na Rua do Carmo fechou na semana passada e ontem à noite assisti ao vivo à demolição do interior.
Mais um histórico espaço de cultura que desaparece, resistiu ao incêndio de 1988, não resistiu a esta crise.

Algumas imagens:
http://oarqueolojista.blogspot.com/2012/02/livraria-portugal.html

Entrevista com o funcionário mais antigo Joaquim Carneiro e sócio António Machado:
http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=65c6abb8-3576-4b1d-b4ca-115e8372841c