do Grego aná, para cima + kroûsis, acção de bater.
A palavra é essencialmente utilizada em música quando a melodia começa no tempo fraco que precede um tempo forte. É algo que precede, que antecipa, que prepara, mas também o movimento que simboliza e antecipa a batida, possibilitando a noção do seu preciso momento.
... voltou a afirmar Paulo Portas, ontem no debate entre os dois maus palhaços na TVI. Ele próprio, como se sabe, gosta mais de deslocar-se em ambientes subaquáticos, de preferência num submarino alemão, adquirido em segunda mão, mas mesmo assim muito bem pago. Que depois vem com defeitos e com as contrapartidas para a economia portuguesa muito mal negociadas, mas não faz mal...é preciso agradar aos alemães, povo amigo desde o negócio febril de volfrâmio há uns 70 anos (vi um brilhante filme sobre este negócio na maratona de documentários na RTP 2 no passado dia 25 de Abril, além dos alemães e portugueses, também os suiços ficaram bastante mal na fotografia...).
Sócrates na estratosfera e Portas num submarino defeituoso parece-me uma boa solução para Portugal. E Passos Coelho, "der Dritte im Bunde", pode fazer companhia a qualquer um dos dois, tanto faz.
Uma série documental sobre o jazz em Portugal em 10 episódios, sempre no domingo à meia noite na RTP 2, estreou na semana passada. Hoje gostei muito do segundo episódio, além da música houve entrevistas sobre a realidade da vida do músico profissional em Portugal. Recomendado!
Aquellos ojos verdes, de mirada serena, dejaron en mi alma, eterna sed de amar. Anhelos de caricias, de besos y ternuras. De todas las dulzuras, que sabían brindar.
Aquellos ojos verdes, serenos como un lago, en cuyas quietas aguas, un día me miré. No saben las tristezas, que en mi alma han dejado Aquellos ojos verdes, que yo nunca besaré.
Os amantes do FMI cantam: "It's now or never, come hold me tight Kiss me my darling, be mine tonight Tomorrow will be too late, it's now or never My love won't wait."
Sou benfiquista (embora cada vez menos ferrenho...), mas nada a dizer: o David venceu o Golias com todo o mérito. Parabéns SC Braga e Domingos! E ai Jesus!
"À escuridão" do novo acordo ortográfico e do Estado das Coisas (com maiúsculas) em geral prefiro continuar a escrever "ruptura" com p, tal como em outras palavras características para esse Estado das Coisas como "corrupção", "interrrupção", etc.
"Nós, os desempregados, os mal remunerados, os subcontratados, os precários, ... queremos uma mudança e um futuro digno. Estamos fartos de reformas anti-sociais que nos deixam desempregados, fartos que os bancos que provocaram a crise nos subam as hipotecas ou fiquem com as nossas casas, fartos que nos imponham leis que limitam a nossa liberdade em benefício dos poderosos. Culpamos os poderes políticos e económicos pela nossa situação precária e exigimos uma mudança de rumo. Convocamos todos a sair à rua no dia 15 de Maio pela 16h, sob o lema "Democracia Verdadeira, Já! Não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros". Apelamos que no dia 15 te manifestes de forma pacífica e sem símbolos políticos. A RUA É NOSSA!"
Desde Janeiro 2011 existe em Lisboa (Rua da Imprensa Nacional 116b, cave do restaurante BS) um novo espaço "Bartleby" que segundo um primeiro comunicado dos seus anfitriões "mais não pretende do que juntar, numa cave lisboeta, alguns dos sons, imagens, poemas e sabores etílicos que melhor nos ajudam a atravessar o deserto. O horário de funcionamento será das 22h às 2h, todas as quintas, sextas, sábados e vésperas de feriado. SEJA RESPONSÁVEL. EMBEBEDE-SE CONNOSCO." As actividades culturais podem ser acompanhadas em blogue e Facebook: - http://bartleby-bar.blogspot.com/ - http://www.facebook.com/pages/Bartleby-Bar/142641772455672
No sábado 26 Fevereiro tive o prazer de tocar no "Bartleby" pela primeira vez, um repertório de temas de bandas sonoras e música para teatro. Ontem voltei lá a convite do poeta Diogo Vaz Pinto para acompanhar o lançamento do seu livro "Nervo" (Editora Averno, http://www.editora-averno.blogspot.com/), convite irrecusável depois da publicação do seguinte poema no Facebook no dia 6 de Março:
Um poema
Nas costas do postal que tinha e onde cai desde há muito, não sei em que cidade, uma tarde de chuva insuperável, larguei apressado contorno à chama desse homem que fez a noite ajoelhar-se. Cambado corpo, sonoro, num colete sem botões para cores de mau vinho. Aquele ombro descaído, debicado por generosos pássaros, sustinham juntos o ofego do acordeão, decente e triste, de uma presteza viajada. Sua infecção calma abrindo-nos poços de ar no sangue, lento e impuro, mendigando mais a leste um novo embalo. Os ossos vibrando, frágeis, ocos, como flautas para o sopro de um deus. E os três euros, um insulto não sei se a nós mesmos, se a este mundo que se faz caro para o vazio nos parecer chique.
Espirais de fumo, um frasco de tinta tombado e a mancha cega que aos poucos levará a memória disto, este encontro de amigos, este bar. Voltarei a ter encostada à minha a carne áspera da solidão, voltarei a esse sim-não-sim-não-sim: perdido para segundas escolhas, reflexos abolidos entre estranhas gravidades, entretido com rudes brincadeiras e esses sonhos nocturnos precisos e práticos neste estupor de corpos que vão ficando de sobra uns para os outros. Poesia nenhuma, matemática, simples e atroz.
Faço o caminho de volta, demoro esses cansados fins de ruas e a linha de candeeiros, sua líquida luz misturada de urina, onde perdem a pele as imagens e oferecem a sua carne aflita ao delírio que me leva pela mão. Atravessando jardins suspensos no assombro monocórdico das flores, perfume frio e gesto prolongado, essa vénia num jeito doce e final.
No quarto, enquanto o silêncio rói, escava os seus buracos, bato uns versos, extraindo à máquina de escrever essa grave caligrafia, como um piano rematando outra das suas canções de abandono e morte. Estou só cigarro nos lábios e espero. Olho as mãos, a marca de um anel que nunca pus no dedo e que me intriga, dói-me a sua mordedura e veneno. Sentada na cama, lá esta ela de chinelos, balouçando os pés frios, com o seu ar trágico e indeciso.
Mais uma canção intemporal de Jacques Brel. Uma voz amiga em tempos de crise... Pois, uma vez imposta a vontade da "Troika" e dos seus lacaios, haverá legiões de "Jefs" e "Joséphines" nos próximos tempos. Hoje é 1º de Maio, Dia do Trabalhador, Dia de Luta!
Non Jef t'es pas tout seul Mais arrête de pleurer Comme ça devant tout le monde Parce qu'une demi-vieille Parce qu'une fausse blonde T'a relaissé tomber Non Jef t'es pas tout seul Mais tu sais que tu me fais honte A sangloter comme ça Bêtement devant tout le monde Parce qu'une trois quarts putain T'a claqué dans les mains Non Jef t'es pas tout seul Mais tu fais honte à voir Les gens se paient notre tête Foutons le camp de ce trottoir Allez viens Jef viens viens
Viens il me reste trois sous On va aller se les boire Chez la mère Françoise Viens il me reste trois sous Et si c'est pas assez Ben il me restera l'ardoise Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t'es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu'y en a de nouvelles On rechantera comme avant On sera bien tous les deux Comme quand on était jeunes Comme quand c'était le temps Que j'avais de l'argent
Non Jef t'es pas tout seul Mais arrête tes grimaces Soulève tes cent kilos Fais bouger ta carcasse Je sais que t'as le cœur gros Mais il faut le soulever Non Jef t'es pas tout seul Mais arrête de sangloter Arrête de te répandre Arrête de répéter Que t'es bon à te foutre à l'eau Que t'es bon à te pendre Non Jef t'es pas tout seul Mais c'est plus un trottoir ça devient un cinéma Où les gens viennent te voir Allez viens Jef viens viens
Viens il me reste ma guitare Je l'allumerai pour toi Et on sera espagnols Comme quand on était mômes Même que j'aimais pas ça T'imiteras le rossignol Puis on se trouvera un banc On parlera de l'Amérique Où c'est qu'on va aller Quand on aura du fric Et si t'es encore triste Ou rien que si t'en as l'air Je te raconterai comment Tu deviendras Rockfeller On sera bien tous les deux On rechantera comme avant Comme quand on était beaux Comme quand c'était le temps D'avant qu'on soit poivrots