15/10/2010
10/10/2010
Medina Carreira continua a malhar...

“O primeiro-ministro não tem estratégia nenhuma na cabeça senão andar a fazer espectáculo e ir conciliando as circunstâncias para ver se vai durando. Aliás, este primeiro-ministro foi realmente uma desgraça para o país”, afirmou o fiscalista Medina Carreira em entrevista ao DN e à TSF.
“A chamada consolidação de que o ministro Teixeira dos Santos e o primeiro-ministro falam – ‘já fizemos uma, podemos fazer mais duas ou três’ – não tem nenhum assento na realidade”, acrescentou.
Na entrevista de quatro páginas no Diário de Notícias, Medina Carreira afirma que "desde há dois anos que não acredito naquilo que o Ministério das Finanças diz. O Ministério das Finanças já não merece crédito. E o Ministério das Finanças era das coisas mais rigorosas que havia no país. Aquilo já é considerado uma barraca de farturas”, acusou (gostei desta, R.L.).
Medina Carreira deseja que a actual legislatura não chegue ao fim, “porque as asneiras acumuladas, a desconfiança e as mentiras já liquidaram qualquer crédito de confiança que possa dar ao primeiro-ministro”.
Sossego
09/10/2010
"Bitches Brew" - Miles Davis (1969)
Hoje no programa "Palcos" na RTP 2 o concerto ao vivo em Copenhague (1969) de "Brews Bitches", álbum considerado um marco na história do jazz, com (ainda novinhos) Miles Davis, Chick Corea, Wayne Shorter, Dave Holland e Jack Dejohnette.
08/10/2010
Ajudar a combater a crise
"Eu renuncio!
Neste momento de aflição em que todos temos de dar as mãos e deixar de olhar só para o nosso umbigo, correspondo ao apelo de quem nos governa e de quem apoia quem nos governa, faço pública parte da lista do que o Estado criou e mantém para minha felicidade, e de que de estou disposto a patrioticamente prescindir.
Assim:
• Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
• Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e áquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
• Renuncio a ter um sector empresarial público com a dimensão própria de uma grande potência, dispensando-me dos benefícios sociais e económicos correspondentes;
• Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;
• Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;
• Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;
• Renuncio ao direito de saber o que propõem os partidos políticos nas campanhas pagas com milhões e milhões de euros que o Estado transfere para os partidos políticos, conformando-me com a falta de propaganda e satisfazendo-me com a frugalidade da mensagem política honesta, clara e simples;
• Renuncio ao financiamento público dos partidos políticos nos actuais níveis, ainda que isso tenha o custo do empobrecimento desta democracia, na mesma mesmísisma medida do corte nas transferências;
• Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;
• Renuncio a mais submarinos, a mais carros blindados, a mais missões no estrangeiro dos nossos militares, bem sabendo que assim se põe em perigo a solidez granítica da nossa independência nacional e o prestígio de Portugal no mundo;
• Renuncio ao sossego que me inspira a produtividade assegurada por mais de 230 deputados na Assembleia da República, estando disposto a sacrificar-me apoiando - com tristeza - a redução para metade dos nossos representantes.
• Renuncio, com enorme relutância, a fazer o percurso Lisboa-Madrid em 3h e 30m, dispondo-me - mesmo que contrariado mas ciente do que sacrificio que faço pela Pátria - a fazer pelo ar por metade do custo o mesmo percurso em 1 h e picos, ainda que não em Alta Velocidade.
• Renuncio ao conforto de uma deslocação de 50 km desde minha casa até ao futuro aeroporto de Lisboa para apanhar o avião para Madrid em vez do TGV, apesar da contrariedade que significa ter de levantar voo e aterrar pertinho da minha casa.
• Renuncio a mais auto-estradas, conformando-me, com muito pena, com a reabilitação da rede nacional de estradas ao abandono e lastimando perder a hipótese de mudar de paisagem escolhendo ir para o mesmo destino entre três vias rápidas todas pagas com o meu dinheiro, para além de correr o triste risco de assistir à liquidação da empresa Estradas de Portugal.
Seria fastidioso alongar-me nas coisas que o Estado criou para o meu bem estar e que me disponho a não mais poder contar. E lanço um desafio aos leitores do 4R : renunciem também! Apoiemos todos, patrioticamente, o governo a ajudar o País nesta hora de aflição. Portugal merece."
Publicado em: http://quartarepublica.blogspot.com/2010/09/eu-renuncio.html
"Temos políticos mais autoritários"

Carrilho não pronunciou o nome de José Sócrates mas as críticas eram-he dirigidas. «Os grandes estadistas não geram medo, gostam da crítica e do debate», continuou, em entrevista na SICN, lembrando que no PS não ha verdadeiro debate desde 2004, altura em que Sócrates foi eleito secretário-geral do PS, mas apenas reuniões a que chama de «debates com teleponto».
Como pecados capitais dos actuais políticos, o ex-ministro da Cultura de António Guterres aponta «a demagogia» e «o deslumbramento», nomeadamente com as novas tecnologias, como o Magalhães, e a propaganda.
Sobe a sua anunciada substituição como embaixador da Unesco, Carrilho explicou que exerce as suas funções «sempre com muita liberdade e desapego aos cargos» e que a sua recusa em votar no candidato egípcio Farouk Hosni a director-geral da Unesco, em 2009, (e que esteve na base da decisão do Governo em o afastar) não devia ter sido surpresa para quem o nomeou. Lembrando que o egípcio «perseguiu escritores e impôs censuras», afirmou: «Se alguém esperava que eu fosse para uma organização de direitos humanos votar numa pessoa com aquele passado é não me conhecer»."
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R.L. - Agora que já foi "saneado" do seu posto, Carrilho já não se cala! Gostei e também gostei do comentário duma leitora:
"Mariaaa07-10.2010 - 22:39
Confesso que nunca gostei muito do senhor M M Carrilho. O seu ar de superioridade sempre me irritou, mas ao mesmo tempo confesso que cada vez mais o admiro pela sua postura na manutenção dos valores que em consciência defende e mantem sem se sujeitar a pressões vindas de quem nunca lhe chegará aos calcanhares."
05/10/2010
Accordéon

03/10/2010
Aurélie Dupont & Manuel Legris dançam "Le Parc" (Mozart)
Excelente documentário hoje à noite (na RTP 2) de Cédric Klapisch sobre a bailarina Aurélie Dupont (Opéra de Paris).
Aqui com Manuel Legris em "Le Parc" de Mozart numa coreografia de Angelin Preljocaj, o fragmento do beijo (5:25) é um momento supremo de bailado.
Comunicado do Candidato Vieira
"Caros amigos,
Todos achamos que os governantes são farsantes mediáticos que parecem ingenuamente acreditar que detêm algum poder. Eu quero aparecer no boletim de voto, como intervenção artística, como uma performance na qual todas as portuguesas e portugueses podem participar como verdadeiros artistas! Essa é a revolução: Fazer aparecer uma fotografia a preto e branco num papel oficial do estado português de um palhaço que bebe com' ó caraças e que diz que só desiste se for eleito... Essa vai ser a vossa recompensa!
As 7500 assinaturas de que preciso são 7500 peças desta obra de arte. Cada um de vocês tem uma das peças. Se as juntarmos todas, fazemos com que o "Candidato Vieira" seja uma gigante espinha de bacalhau cravada na garganta da política portuguesa!!!
Assinem e façam assinar! É como ir ao dentista, à tropa ou à catequese. Há coisas que têm mesmo de ser feitas. Acreditem em mim!!! Não têm alternativa neste teatro com tão maus actores e péssimos cantores.
Sinceramente,
O Vosso
Presidente Vieira
VIEIRA, UM BANANA PARA UMA REPÚBLICA"
Mais palavras para quê? Assine Vieira, viva Portugal!
02/10/2010
A outra Xuxa...


