30/05/2010

"O Ginjal" da Casa Conveniente estreia em C.C. Vila Flor - Guimarães


A estreia nacional de “O Ginjal ou O Sonho das Cerejas” na quinta-feira 3 de Junho, 22h00, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (http://www.ccvf.pt/ ) marca o início dos Festivais Gil Vicente.

"O Ginjal ou O Sonho das Cerejas" é a continuação do trabalho desenvolvido no processo "A Última Ceia ou sobre "O Cerejal", a partir do texto de Tchékhov.
Neste último, estreado em 2007 na Casa Conveniente, e reposto no mesmo ano no Teatro da Politécnica, o espectáculo acontecia no decorrer de um jantar onde cinco actrizes e público partilhavam um texto, um momento e uma refeição. Foi um trabalho que se quis faseado de maneira a criar o tempo para a experimentação, e onde semanalmente se trabalharam aspectos diferentes e se procuraram objectivos distintos: o fixo e o aleatório; a dicotomia entre texto lido e texto decorado; a ideia de vazio, proveniente da impossibilidade de trabalhar com o elenco completo de "O Ginjal"; entre outros tantos.

Passados três anos, a Casa Conveniente regressa a este clássico de Tchékhov com novas premissas.
Desta vez num palco, com os 12 actores e com músicos, trabalhando sobre a ideia do texto como corpo comum, onde cada voz existe para que esse corpo, o texto, permita continuar a afirmar o direito à utopia.
O sonho das cerejas. Contar histórias e rir enquanto a casa é destruída.
E continuar a viver.

A Casa Conveniente foi distinguida em Março pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro com uma Menção Especial, "pela persistência com que abraça um teatro que alia músculo verbal e exigência interpretativa raros a um impreterível, generoso desígnio de repensar formas e práticas".

Direcção Artística Mónica Calle,
Com Amândio Pinheiro, Ana Ribeiro, David Pereira Bastos, Hugo Bettencourt, José Miguel Vitorino, Luís Fonseca, Miguel Moreira, Mónica Calle, Mónica Garnel, Rita Só, Rute Cardoso, Tiago Barbosa e Tiago Vieira e os músicos Gonçalo Lopes, João Madeira e Rini Luyks,
Concepção do Espaço Cénico Francisco Rocha,
Desenho de Luz José Álvaro Correia,
Consultoria Cenográfica Luís Monteiro,
Construção Cenográfica Grande Palco Lda.,
Styling de Figurinos Fernanda Pereira, GDE – Galeria de Exclusivos,
Execução de Adereços Cristiano Câmara,
Patines Carine Demoustier,
Fotografia Bruno Simão,
Filme Documental Patrícia Saramago,
Assistência de Encenação Joana Estrela,
Produção Alexandra Gaspar e Catarina dos Santos,
Tradução Nina e Filipe Guerra (“O Ginjal”, de Anton Tchékhov, Relógio d’Agua Editores)

Uma Co-Produção Casa Conveniente, Teatro Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor, Artemrede, O Espaço do Tempo.

Após a estreia a peça vai em digressão pelos teatros do circuito Artemrede, a seguir há carreira no Teatro Maria Matos, de 1 a 11 de Julho.

B.B. King on tour, 85 anos!



Vi-o há doze anos na Expo '98, ontem voltou a Portugal, um concerto em Sabrosa.
Continua em grande, com a sua inseparável "Lucille".
What a guy!

Uma máquina trituradora, uma ministra diaba, um sindicato a vender a alma



Para já só uma máquina artesanal de aspecto folclórico como resposta à trituradora do Governo, será que isto vai mudar? "Manifestações, pior do que a Grécia, se for preciso" (vídeo 2:00) .



A ministra diaba Helena André (a máscara a cair, os corninhos a desabrochar) não deixou de elogiar o sujeito aqui em baixo, pois nada melhor do que fomentar a discórdia entre os sindicatos...



A UGT "admite endurecer os protestos se mais sacrifícios forem exigidos aos trabalhadores":
João Proença, o sindicalista-carrasco...

Dennis Hopper (1936 - 2010)

Easy Rider (1969, dirigido pelo próprio Dennis Hopper), Der Amerikanische Freund (1977, Wim Wenders), Apocalypse Now (1979, Francis Ford Coppola), Blue Velvet (1986, David Lynch), Speed (1994, Jan de Bont).
Só uma mão cheia dos mais de duzentos films em que participou Dennis Hopper.
Morreu hoje.
Será sempre lembrado pelo seu road-movie Easy Rider, obra emblemática da época.
Para mim o seu papel mais brilhante foi o mauzão Frank Booth in Blue Velvet, resultado duma genial parceria com realizador David Lynch.
E quando "Speed" passa pela enésima vez na TVI, vou ver só por causa dele...




28/05/2010

Tax: mais ideias para Sócrates e os seus sequazes



Recebi este vídeo por mail com o pedido para não divulgar.
Tenho opinião contrária: a única maneira de activar os portugueses é dar mais ideias perversas a Sócrates.
Só assim vamos ter cenas gregas aqui...

"Hoje em dia tudo é normal!"



A professora Bruna de Mirandela, despida na Playboy e logo despedida da escola (post 14 de Maio), já deu claramente a volta por cima: uma agenda cheia de aparições em boites e discotecas, actuações "low profile" mas sem dúvida bem remuneradas.
Interpretou na perfeição a última frase da música dos Xutos (post 25 de Maio): "Só errei na profissão"...

A isto é que eu chamo amor à camisola!



Em quatro dias benfiquistas "esculpiram" na mata de Malveira uma águia.
Área total: mais de seis mil metros quadrados, envergadura das asas: 80 metros!
É obra, acho que também vou chorar de emoção... e olha, até os sportinguistas gostam!

26/05/2010

"Há dias assim" - Portugal na final!


Não caro leitor, não se trata de "wishful thinking" sobre o Mundial de futebol 2010, mas Portugal está mesmo na final...do Festival Eurovisão da Canção!
Hoje em dia os resultados no festival são obtidos por votação telefónica dos telespectadores, sendo que não se pode votar na canção do país onde se reside.
Curiosamente nos últimos anos as repúblicas balcânicas e ex-soviéticas, num grande abraço solidário de vizinhos, conseguiram sempre colocar os seus representantes em lugares de destaque!
Desta vez Portugal, sem dúvida graças ao esforço dos emigrantes, não ficou atrás e a bela gondomarense Filipa Azevedo chegou à final com a canção "Há dias assim".
Na minha ingenuidade, julguei por momentos e não sem emoção que se tratasse de mais uma homenagem ao cineasta João César Monteiro, cuja célebre frase "fiz assim porque não pude fazer assado" ainda há pouco serviu de inspiração para uma exposição no Convento dos Cardaes:
http://www.joaocesarmonteiro.net/?p=1080&lang=pt




Mas não, enganei-me, a letra não começa "Há dias assim... e outros assááádos", mas:

Há dias assim
Que nos deixam sós
A alma vazia
A mágoa na voz
Gastámos as mãos
Tanto as apertámos
Já não há palavras
Foi de tanto as calarmos
....
Quem nos pôs assim?
A vida rasgada
Quem te me levou?
Roubou-me a alma....
Etcetera, etcetera.
Agora, vamos lá ver, a bela Filipa tem 18 anitos e de certeza (espero bem) ainda não viveu as tristezas, abordadas nesta canção. Faz-me lembrar a conceituada artista Mafalda Veiga que, ainda sub-20, começou logo a escrever letras do género "midlife crisis" (no entanto, em 1987, recém-chegado a Portugal, adorei o álbum "Pássaros do Sul": não percebi nada das letras :), mas gostei da voz de Mafalda, da orquestração e produção de Manuel Faria dos Trovante que já conhecia).
Sem dúvida nunca vou entender essa propensão da alma portuguesa para a tristeza, para a saudade, tenho de me conformar e mais nada...

25/05/2010

Portugal 0 - Cabo Verde 0, falta de concretização na pequena área




Resultado lógico num jogo entre as equipas nº 3 e nº 117 do ranking mundial, quando a primeira procura sobretudo evitar lesões, quer dizer confrontos físicos com o adversário, assim é difícil ganhar.
"Podiamos ter marcado mais uns golitos" (mais como?, marcaram algum?), começou já a suspirar o seleccionador nacional.
O veterano Tiago lesionou-se na mesma, mas também não se percebe porque é que ele foi convocado.

No início dos anos '90 existiu efemeramente uma revista satírica "O Fiel Inimigo". Num período em que o Benfica teve grande dificuldade de marcar golos, um colega-adepto benfiquista da minha equipa de xadrez enviou à redacção a seguinte brilhante reacção após um artigo jocoso sobre o assunto: "Estou muito deprimido por causa da constante falta de concretização do Benfica na pequena área do adversário, de tal modo que eu próprio tenho agora problemas de concretização na pequena área da minha esposa!"

Se o mesmo acontecer à selecção nacional no Mundial 2010, em breve o Dr. Pepe poderá deixar circular muito mais viaturas do tipo "Um Eléctrico chamado Desejo" (vídeo)...


Sem eira nem beira - Xutos e Pontapés




Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganaro povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

20/05/2010

Ça change



Não é, Fernando?
http://anacruses.blogspot.com/2008/05/atacama-ii.html

O que nos vale: em Portugal há frangos com dois pescoços...



Carvalho da Silva no vídeo entre 00:55 e 01:10...