28/02/2010

O Piano Grelhado Bem Temperado


A ministra/pianista Gabriela "Barbarella Bandarilhas" Canavilhas confirmou a sua veia tauromáquica.
Entusiasmada com o seu novo "look" após uma visita ao alfaiate da toureira Sónia Matias, ela compôs uma variação sobre a obra "Das Wohltemperierte Klavier"
("O Cravo Bem Temperado") de Johann Sebastian Bach:

O Piano Grelhado Bem Temperado
Ingredientes (megadose governamental):
- 15 tiras de piano (entrecosto de touro, de preferência acabadinho de morrer na tourada)
- 30 dentes de alho
- 10 colheres de sopa de massa de pimentão caseira
- 15 colheres de sopa de óleo
- 10 colheres de vaqueiro líquida
- 5 colheres de café de molho picante (opcional)

Tempere bem o entrecosto de touro com os alhos picadinhos e a massa de pimentão (caso não encontre massa de pimentão caseira, faça uma pasta com os alhos, sal a gosto, uma colher de chá de colorau).
Faça um molho com o óleo, a vaqueiro e o molho picante. Coloque o entrecosto do touro a grelhar e vá pincelando com o molho de ambos os lados para a carne ficar suculenta e brilhante.

Bom apetite!


Fim da andropausa!?

...em plena andropausa pequeno-burguesa...

...dúvidas...

...a revolta, para frentex!...

A esperança é a última coisa...
Sair da andropausa deve ser mais ou menos como um bicho a sair da hibernação, suponho...

27/02/2010

Supplique pour être enterré à la plage de Sète - Georges Brassens


La Camarde qui ne m'a jamais pardonné, d'avoir semé des fleurs dans les trous de son nez, me poursuit d'un zèle imbécile. Alors cerné de près par les enterrements, j'ai cru bon de remettre à jour mon testament, de me payer un codicille.
Trempe dans l'encre bleue du Golfe du Lion, trempe, trempe ta plume, ô mon vieux tabellion, et de ta plus belle écriture. Note ce qu'il faudra qu'il advint de mon corps, lorsque mon âme et lui ne seront plus d'accord, que sur un seul point : la rupture.
Quand mon âme aura pris son vol à l'horizon, vers celle de Gavroche et de Mimi Pinson, celles des titis, des grisettes. Que vers le sol natal mon corps soit ramené, dans un sleeping du Paris-Méditerranée, terminus en gare de Sète.
Mon caveau de famille, hélas ! n'est pas tout neuf, vulgairement parlant, il est plein comme un œuf, et d'ici que quelqu'un n'en sorte. Il risque de se faire tard et je ne peux, dire à ces braves gens : poussez-vous donc un peu, place aux jeunes en quelque sorte.
Juste au bord de la mer à deux pas des flots bleus, creusez si c'est possible un petit trou moelleux, une bonne petite niche. Auprès de mes amis d'enfance, les dauphins, le long de cette grève où le sable est si fin, sur la plage de la corniche.
C'est une plage où même à ses moments furieux, Neptune ne se prend jamais trop au sérieux, où quand un bateau fait naufrage. Le capitaine crie : "Je suis le maître à bord ! Sauve qui peut, le vin et le pastis d'abord, chacun sa bonbonne et courage".
Et c'est là que jadis à quinze ans révolus, à l'âge où s'amuser tout seul ne suffit plus, J'ai connu la prime amourette. Auprès d'une sirène, une femme-poisson, J'ai reçu de l'amour la première leçon, avalé la première arête.
Déférence gardée envers Paul Valéry, moi l'humble troubadour sur lui je renchéris, le bon maître me le pardonne. Et qu'au moins si ses vers valent mieux que les miens, mon cimetière soit plus marin que le sien, et n'en déplaise aux autochtones.
Cette tombe en sandwich entre le ciel et l'eau, ne donnera pas une ombre triste au tableau, mais un charme indéfinissable. Les baigneuses s'en serviront de paravent, pour changer de tenue et les petits enfants, diront : chouette, un château de sable !
Est-ce trop demander : sur mon petit lopin, planter, je vous en prie une espèce de pin, pin parasol de préférence. Qui saura prémunir contre l'insolation, les bons amis venus faire sur ma concession, d'affectueuses révérences.
Tantôt venant d'Espagne et tantôt d'Italie, tous chargés de parfums, de musiques jolies, le Mistral et la Tramontane. Sur mon dernier sommeil verseront les échos, de villanelle, un jour, un jour de fandango, de tarentelle, de sardane.
Et quand prenant ma butte en guise d'oreiller, une ondine viendra gentiment sommeiller, avec moins que rien de costume.J'en demande pardon par avance à Jésus, si l'ombre de sa croix s'y couche un peu dessus, pour un petit bonheur posthume.
Pauvres rois pharaons, pauvre Napoléon, pauvres grands disparus gisant au Panthéon, pauvres cendres de conséquence. Vous envierez un peu l'éternel estivant, qui fait du pédalo sur la vague en rêvant, qui passe sa mort en vacances.
Vous envierez un peu l'éternel estivant, qui fait du pédalo sur la plage en rêvant, qui passe sa mort en vacances.



Uma canção genial, ao mesmo tempo iconoclasta e comovente, de Georges Brassens (1921-1981), aqui numa versão do ano 1980, ou seja ele estava (já doente) a cantar o seu testamento... (http://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_Brassens ).
(Versão com legendas em espanhol em http://www.youtube.com/watch?v=aWLg_vxOp7A )

Gabriela "Barbarella Bandarilhas" Canavilhas

"Foi publicada na edição da passada segunda-feira do Diário da República o despacho da ministra da Cultura Gabriela Canavilhas que oficializa a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura" (site "Partido pelos Animais").
Já em 1836 a rainha D. Maria II considerou que "as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas" que acabam por "impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa".
Mediante uma petição o Partido pelos Animais (o partido congénere na Holanda já tem dois deputados no Parlamento!) quer levar a questão à Assembleia da República para "impedir a canalização de dinheiros públicos para esta actividade violenta e retrógrada que nada tem a ver com cultura".
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PETPPA .

Consequência directa desta situação vergonhosa: aderi mais activamente ao Facebook, onde Gabriela Canavilhas tem uma conta, criada por um fã: "A Ministra da Cultura mais bonita do mundo tem uma linda voz, mãos de pianista e espelha a beleza dos Açores, de Portugal e de Angola!" (http://www.facebook.com/Canavilhas)
Pois, pois.
O site está agora a ser inundado de mensagens menos lisonjeiras para a ministra.
A amante do metal Maria José Valente dedicou-lhe o tema "Bitch" da banda "Dope" (vídeo aqui em baixo).
Gostei.

Bandarilha: "Haste de madeira que deve medir 70 cm de cumprimento, ser enfeitada com papel de seda de variadas cores e rematada com um ferro de 8 cm, com um arpão de 4 cm de cumprimento e 2 cm de largura."
Bora lá, colocar umas bandarilhas musicais nas nalguinhas delicadas da senhora ministra!?


23/02/2010

India


La Golondrina II Caetano

Humor escocês



A Scotsman walks into the bedroom with a sheep on a leash and says: "Honey, this is the cow I make love to when you have a headache."

The wife, lying in the bed reading a book, looks up and says, sarcastically: "If you weren't such an idiot, you'd know that's a sheep, not a cow."

The guy replies: "If you weren't such a presumptuous bitch, you'd realize I was talking to the sheep."





(N.B. O caro leitor deve concordar que qualquer tentativa de tradução estragava a piada desta "naughty joke of the week" que encontrei no blogue de Kevin Spraggett, Grande Mestre de Xadrez(!) canadense, tal como eu há mais de vinte anos residente em Portugal.
Só falta o sotaque escocês!)

22/02/2010

A Biologia do Pensamento - Bruce Lipton

A Biologia da Percepção - Uma nova forma da ciência olhar a evolução da vida.
Para mim esta pode ser a chave de transformação do "homo sapiens sapiens" no "homo sapiens sapiens sapiens" ou "homo omnis sapiens sapiens"



"Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da informação ainda nos diz o contrário. As pessoas atribuem inicialmente as suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a verem-se como "vítimas" da hereditariedade.

Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma ideia que enfatiza os genes como o factor primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.

A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o acciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de facto, activado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.

Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia baseiam-se na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela concentra-se no papel das forças de energia invisíveis que formam, colectivamente, campos integrados e interdependentes.

Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os factores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por freqüências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias electromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.

Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos eletromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a acção da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém se cura devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.

A nova biologia ressalta o papel da mente como o factor primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos os nossos pensamentos, tornamo-nos mestres da nossa vida, e não vítimas dos genes."

21/02/2010

La Golondrina - Narciso Serradell (México,1862)




A donde irá veloz y fatigada la golondrina que de aquí se va,

Por si en el viento se hallara extraviada buscando abrigo y no lo encontrará.

Junto a mi lecho le pondré su nido en donde pueda la estación pasar

También yo estoy en la región perdido, Oh Cielo Santo! y sin poder volar.

Dejé también mi patria idolatrada, esa mansión que me miró nacer

Mi vida es hoy errante y angustiada y ya no puedo a mi mansión volver.

Ave querida amada peregrina, mi corazón al tuyo acercaré

Voy recordando tierna golondrina, recordaré mi patria y lloraré.


Esta linda canção (recordação da juventude) apareceu hoje na RTP 2 como parte da banda sonora do western "The Wild Bunch" de Sam Peckinpah (1969).

19/02/2010

Felícia (para uns) Cabrita (para outros)



Genial a abertura da entrevista (hoje na secção "Ípsilon" do "Público") da jornalista Alexandra Lucas Coelho, com encenador Jorge Silva Melo: "Édipo é a verdadeira Felícia Cabrita de si próprio. Toda a gente lhe diz que não investigue e ele continua a investigar".
Gostei da entrevista, nomeadamente da descrição dos encontros ao longo dos anos entre Jorge Silva Melo e "Édipo" Diogo Infante, mais uma prova da excelência da Alexandra como jornalista polivalente.

Por acaso, hoje mesmo, Felícia Cabrita (nome gratificante) foi à Commissão Parlamentar da Ética, falou sem papas na língua e apareceu com destaque em todos os telejornais (vídeo RTP).
Atenção à mímica facial da deputada PS /actriz Inês de Medeiros, ela deve ter pensado: "Meu Deus, como é que eu vim aqui parar!?"
É o preço a pagar para entrar no teatro da política...

18/02/2010

O copo está meio cheio ou meio vazio?







"O Clube do Optimismo, Actividades de Desenvolvimento de Competências do Optimismo e da Felicidade, tem como objectivo, tal como o próprio nome indica, proporcionar um conjunto de actividades que favoreçam o desenvolvimento de várias competências físicas e intelectuais, que no seu todo levarão a um sentimento de realização e a um maior sucesso, a uma atitude mais optimista, e, como tal, a uma maior sensação de felicidade." http://clubedooptimismo.blogspot.com/

Tal como no caso do post sobre o "Clube do Riso" (http://anacruses.blogspot.com/2007/10/para-grandes-males-grandes-remdios-o_26.html ): meramente ao escrever estas palavras e ao ver o vídeo já me sinto bastante melhor...e poupo os 210 euros de "propinas" do curso!

Pelo direito à tristeza e depressão vivida, abaixo o charlatanismo a vender a felicidade infundada!
(Agora sinto-me mesmo muito melhor).

14/02/2010

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.