Depois da criação de tanta expectativa (televisão, imprensa, outdoors) decidi ver o primeiro episódio da nova série "Equador", baseada no livro best-seller de Miguel Sousa Tavares.
Nas apresentações (como no vídeo aqui acima) abundam os superlativos: "série mais cara de sempre (5,7 milhões de euros), seis meses de gravações em quatro continentes, 120 actores e cinco mil figurantes". Um elenco recheado de nomes sonantes (alguns surpreendentes no "universo TVI", ver http://palcodafama.blogspot.com/2008/07/elenco-de-equador.html ), cenários deslumbrantes, uma guarda-roupa de luxo. Mesmo assim, fiquei com a impressão que a produção não passa de (mais uma) novela TVI (o trabalho de câmara, os diálogos).
Gostei mais de séries históricas da RTP como "O processo dos Távora", "Bocage" ou recentemente "O dia do Regicídio", produções com orçamentos muito mais baixos.
No vídeo acima Miguel Sousa Tavares não deixa de ser igual a si próprio ao exprimir a esperança que a série seja um sucesso ainda maior do que o livro, "como por exemplo a série BBC de "Guerra e Paz" que consegue quase ser melhor do que o livro."... Só que a TVI não é a BBC e a única semelhança entre as obras de MST e do grande Lev Nikolaievich Tolstoi deve ser o número de páginas escritas.
Para já lembro-me do último diálogo do episódio de ontem: "Sou estéril", diz o consul inglês David Jameson (Marco d'Almeida) à sua esposa Ann (Maria João Bastos). Isso promete...









